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Contrariando o que muitos pensam, corrida de rua não é apenas “mais um modismo”, é uma modalidade esportiva que existe há alguns séculos. A bem da verdade, nas últimas décadas essa modalidade cresceu muito. Tanto na quantidade e na qualidade das provas como no número de participantes e aficionados. É certamente a modalidade esportiva que mais cresce em número de praticantes. 

Alvaro Reis, um jovem economista que mora no Rio de Janeiro, é um desses apaixonados por corrida, que desde 2008 participa com regularidade de algumas, tanto no Brasil quanto no exterior. Tem por hábito registrar, no site AlvaroReis.com.br, como crônicas, suas impressões sobre cada uma das provas. Com um volume suficiente para agrupar seus textos em um livro, Alvaro acaba de lançar Diário de um Corredor (Lura Editorial, 184 pp. + caderno colorido 32 pp., R$ 39,00), com prefácio do jornalista-corredor Iúri Totti, do blog Pulso.

“Completar minha primeira maratona, em maio de 2010, mudou a minha vida”, diz o economista, mestre em Relações Internacionais, que de 2010 até o fim de 2014, concluiu 17 maratonas, 16 meias maratonas e várias outras distâncias menores. Já participou da Two Oceans Marathon – uma ultramaratona de 56 km –, e concluiu os percursos de subida (87 km) e descida (89 km) da Comrades Marathon, ambas na África do Sul. No total foram 66 corridas oficiais (50 diferentes) incluindo 8 países, 8 estados brasileiros e 28 cidades. Em 2012, numa “maratona de maratonas”, fez 3 provas de 42 km e 1 de 56 km em 21 dias, incluindo 4 países e 3 continentes.

Diário de um Corredor é uma obra sobre motivação, superação e diversão. Apesar de ter como título o termo “diário”, não é apenas um conjunto de relatos da vida do autor. Nela estão muitas linhas de chegada, sempre acompanhadas de outra largada. “Desempenho é o que menos importa. Meu desejo é que o leitor se distraia com algumas passagens divertidas e que aprecie algumas lições que aprendi”, diz Alvaro.

MOTIVAÇÃO, SUPERAÇÃO e DIVERSÃO

Independentemente da posição de chegada nas diversas corridas de que participou, Alvaro é um vencedor. “Na maratona, as dificuldades no fim da prova são representadas por um muro. Já bati no muro. Dentro e fora das corridas. Em 2009, fui diagnosticado com câncer de testículo. Fui operado e fiz quimioterapia. Venci!”

E completa: “Superei um câncer e a muralha psicológica subsequente; vivi surpresas, voltas e reviravoltas, sucessos e fracassos, alegrias e tristezas. O meu livro traz histórias de vida, para leitores esportistas ou sedentários”.

One Comment

Wellington Marçal

“Desempenho é o que menos importa….” cara, como a cada dia que passa eu creio mais nisso, quando o assunto é corrida. Desempenho eu deixo para ter (e ao máximo se possível) durante o horário de expediente. Na corrida, eu quero mais é chegar, e chegar sempre !! o resto, deixo para os ególatras.

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